Gêmeas unidas pela cabeça passam por penúltima cirurgia em Ribeirão Preto
Gêmeas Heloísa e Helena, unidas pela cabeça, passam por penúltima cirurgia em Ribeirão Preto. Saiba mais sobre o procedimento e a recuperação.

Uma equipe médica no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, em São Paulo, concluiu neste sábado (21), a quarta etapa da complexa cirurgia para separar as gêmeas Heloísa e Helena, que nasceram conectadas pela cabeça.
O procedimento, que teve início pela manhã e terminou por volta das 13h, durou aproximadamente seis horas. O foco desta fase foi a implantação de bolsas expansoras de pele, um passo crucial para a separação definitiva.
Separação completa ocorrerá em breve
Segundo informações médicas, as irmãs, com 2 anos de idade e originárias de São José dos Campos, já despertaram e estão em recuperação na unidade de terapia intensiva pediátrica do hospital. A expectativa é que a quinta e última cirurgia, que fará a separação completa, ocorra no final de junho.
O processo de separação teve seu primeiro procedimento em agosto do ano passado. As gêmeas têm passado por avaliações desde 2024, quando o planejamento detalhado das intervenções cirúrgicas começou.
A segunda cirurgia das meninas foi realizada em novembro de 2025 e se estendeu por cerca de dez horas. Após essa etapa, elas receberam alta hospitalar depois de 19 dias. A terceira fase ocorreu em 28 de fevereiro, com duração de sete horas.
Referência em cirurgias complexas
O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto consolidou-se como um centro de excelência em cirurgias de separação de gêmeos siameses unidos pela cabeça. Desde 2018, a instituição tem sido reconhecida por seus sucessos em casos de pacientes de diversas regiões do Brasil, e este é o terceiro caso em tratamento.
O sucesso dessas operações é atribuído a meses de estudos aprofundados, o uso de tecnologias avançadas como modelos tridimensionais e realidade aumentada, a colaboração de uma equipe multidisciplinar e um planejamento minucioso para a execução dos procedimentos em etapas. Esses fatores têm proporcionado novas esperanças para famílias de crianças que nascem com essa condição.
